A Floresta
Fichas de caracterização das principais espécies florestais
Sobreiro (Quercus suber L.)
Azinheira (Quercus rotundifolia Lam)
Eucalipto (Eucalyptus globulus)
Pinheiro bravo (Pinus
pinaster Aiton)

Medronheiro (Arbutus
unedo L.)

Zimbro (Juniperus
oxycedrus L.)
Valores ambientais
Fauna
Flora
Valores geológicos
 
ÁREA DE INFLUÊNCIA DA APFRO
 
FLORESTA
 

 » Clique para aumentarAs áreas florestais da região onde se insere a actividade da Associação são actualmente dominadas por pinheiro bravo e eucalipto em manchas relativamente extensas. O sobreiro, a azinheira e o medronheiro surgem um pouco por toda a área de forma espontânea podendo vir a desempenhar um papel importante na diversificação do coberto vegetal.

 
FICHAS DE CARACTERIZAÇÃO DAS PRINCIPAIS ESPÉCIES FLORESTAIS
 
SOBREIRO (Quercus suber L.)
 

 » Clique para aumentarÁrvore de porte médio, com copa ampla, de folha persistente, com uma altura média de 15 – 20m. O tronco apresenta casca espessa e suberosa, conhecida vulgarmente por cortiça. A folha é verde-escura com formato oval.

A principal produção do sobreiro é a cortiça. No entanto, os montados de sobro podem constituir um sistema de uso múltiplo dando suporte a outras actividades como a pastorícia e a cinegética.

O sobreiro é espontâneo na região podendo desempenhar um papel importante na diversificação dos sistemas florestais, das produções e na diminuição do risco de incêndio.
 
 
AZINHEIRA (Quercus rotunfifolis Lam)
 

 » Clique para aumentarÁrvore de porte médio, folha persistente, copa ampla, atinge cerca de 20m de altura máxima. A casca é cinzenta - parda, com fissuras pouco profundas.

Distribui-se amplamente no país, mas as maiores áreas situam-se no interior do país sobretudo no Alentejo e Beira interior.

A maior utilização da azinheira é como produtora de fruto para alimentação de gado, em particular o porco preto ou de montanheira.

A madeira é utilizada para lenha e carvão, podendo ter outras utilizações devido à sua elevada resistência e durabilidade.
 
EUCALIPTO (Eucalyptus globulus)
 

 » Clique para aumentarO tronco é recto desde que a árvore esteja inserida num povoamento florestal. A casca é lisa com tonalidade acinzentada. As folhas são persistentes, embora a forma e aspecto varie consoante a fase de crescimento da árvore – as folhas juvenis são de forma ovada enquanto que as folhas adultas são longas e lanceoladas. Os frutos são cápsulas lenhosas.

O eucalipto glóbulo é uma espécie de elevada produtividade, requerendo clima mediterrâneo de Invernos suaves e precipitação média anual superior a 700mm.

Trata-se de um espécie originária da Tasmânia introduzida em Portugal há mais de 150 anos, com diversos objectivos: produção de madeira, essências, enxugo de terrenos alagadiços, etc.

Actualmente é amplamente cultivada em Portugal, em rotações curtas, essencialmente para a produção de pasta de papel.

 
 
PINHEIRO BRAVO (Pinus pinaster Aiton)
 

 » Clique para aumentarDe porte médio, copa com forma piramidal, O tronco está coberto por uma casca espessa, rugosa, profundamente fendilhada, de tonalidade castanho-avermelhada. As folhas são persistentes, em forma de agulhas com 10 a 25 centímetros de comprimento.

Encontra-se amplamente distribuído em Portugal é uma das principais espécies na região. Trata-se de uma espécie muito rústica, adaptando-se a solos pobres e esqueléticos. A utilização ampla desta espécie durante o século XX em Portugal permitiu uma florestação rápida de muitas zonas de incultos. O objectivo dos serviços florestais foi, entre outros, a melhoria dos solos com esta espécie (trata-se de uma espécie “pioneira”) para facilitar a introdução de espécies mais exigentes como as quercíneas (carvalhos, sobreiros, azinheiras) No entanto, a existência de manchas contínuas de grande extensão com esta espécie e, sobretudo, a gestão deficiente dos povoamentos torna as áreas de pinhal bravo muito vulneráveis aos fogos florestais.

A madeira de pinheiro bravo tem diversas aplicações: carpintaria, pavimentos, postes, construção naval, aglomerados de partículas e fibras e celulose. A realização de práticas silvícolas adequadas pode melhorar substancialmente a qualidade da madeira produzida.

 
MEDRONHEIRO (Arbutus unedo L.)
 

 » Clique para aumentarO medronheiro é um arbusto ou árvore de pequeno porte, que em regra não ultrapassa os 5 podendo atingir 10 metros de altura. Possui copa oval e espessa. O tronco e os ramos são tortuosos. A casca é fendilhada, destacando-se em tiras, geralmente acastanhadas. Medronheiro desenvolve - se nos bosques, no mato e nas regiões rochosas, principalmente em solos ácidos.

Os frutos, com elevado teor em açúcares, são utilizados na produção de aguardente de medronho. Devido ao seu porte e floração é um arbusto utilizado como ornamental.

As folhas e o ritidoma contêm taninos úteis na curtimenta de peles. A madeira, muito densa, pode ser utilizada na produção de carvão.
 
 
ZIMBRO (Juniperus oxycedrus L.)
 

 » Clique para aumentarÁrvore de pequeno porte de folha perene, muito ramosa. As folhas são aciculares, rígidas com duas faixas brancas na página inferior. O fruto são carnudos, vermelho escuros a castanhos.

Encontra-se de forma espontânea em matagais ou em florestas de quercineas nas áreas mais quentes e secas do interior norte e centro, nomeadamente ao longo dos vales dos rios Tejo e Douro.

Em Vila Velha de Ródão a sua presença é frequente nas vertentes do rio Tejo associada a povoamentos puros ou mistos de pinheiro bravo e sobreiro.

Na região, o aproveitamento da madeira e dos seus frutos é, actualmente, reduzido. A madeira de zimbro, é duradoura, ornamental e aromática podendo ser utilizada em ebanisteria. A partir da destilação do lenho obtém-se o óleo de cade.

 
 
VALORES AMBIENTAIS
 

A gestão dos espaços florestais pode desempenhar um papel importante na conservação de valores naturais. Na área de intervenção da APFRO existem formações vegetais, espécies da flora e da fauna e singularidades geológicas com elevado valor de conservação.

 
FAUNA
 

 » Clique para aumentarA Serra da Talhada, é uma zona com elevado interesse para a avifauna, estando classificada como uma Área Importante para as Aves. As Áreas Importantes para Aves, ou IBAs (do inglês Important Bird Areas), são sítios com significado internacional para a conservação das aves à escala global.

As IBAs são:

• Sítios críticos para a conservação das aves e da biodiversidade;

• Sítios de importância internacional;

• Alvos concretos para acções de conservação da natureza;

• Seleccionados através de critérios internacionais objectivos;

• Utilizados para reforçar as redes de Áreas Protegidas já existentes, nomeadamente a Rede Natura 2000.

(fonte: SPEA)

A IBA de Portas do Ródão e Vale Mourão alberga a maior colónia de Grifos ( em território nacional e também outras espécies rupícolas ameaçadas como a Cegonha-preta, a Águia-perdigueira e o bufo real.

 
FLORA
 

As formações vegetais naturais da região seriam dominadas por quercíneas, nomeadamente o sobreiro e numa menor proporção pela azinheira. A floresta primitiva deu lugar ao longo dos séculos a outras ocupações pela necessidade de utilizar as terras para a agricultura e pastorícia. Actualmente as formações florestais são dominadas pelo pinheiro bravo e pelo eucalipto explorados para a produção lenhosa. Existem ainda núcleos de sobreiro e de azinheira e a regeneração natural destas espécies tem, nos últimos anos, vindo a ganhar expressão.

Como formações vegetais com interesse para a conservação da natureza destacamos as galerias ripícolas e os zimbrais, nas vertentes do rio Tejo.

As galerias ripicolas presentes nas margens das ribeiras desempenham importantes funções ecológicas: funcionam como filtro biológico promovendo a qualidade da água, proporcionam refúgio para diversas espécies fauna e constituem verdadeiros corredores ecológicos.

Entre as espécies presentes nas galerias ripicolas podemos encontrar os salgueiros, choupos, amieiros e freixos.

Zimbrais

Nas vertentes do rio Tejo e na Serra da Talhada podemos encontrar o Zimbro (Juniperus oxycedrus). Esta espécie integra um dos habitats classificados na directiva habitats – matagais arborescentes de zimbros.
 
 
VALORES GEOLÓGICOS
 

Portas do Ródão
As Portas de Ródão constituem uma ocorrência natural de índole geológica, localizada nas duas margens do Tejo, nos concelhos de Vila Velha de Ródão e Nisa. Este conjunto sobressai pela imponente garganta escavada pelo rio, na crista quartzítica da serra do Perdigão, ao romper a muralha ordovícica, e que criou um estrangulamento que mede 45 metros de largura. "As portas do Ródão estão em processo de classificação como Monumento Natural.

“Entende-se por monumento natural uma ocorrência natural contendo um ou mais aspectos que, pela sua singularidade, raridade ou representatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais, exigem a sua conservação e a manutenção da sua integridade.” (Decreto de Lei nº 19/93 de 23 de Janeiro, art. 8º).

 » Clique para aumentarA região das Portas de Almourão, situada entre Sobral Fernando (Proença-a-Nova) e a Aldeia do Xisto Foz do Cobrão (Vila Velha de Ródão), corresponde à garganta do rio Ocreza.

A paisagem, essa continua selvagem, magnificada pelas escarpas quartzíticas, pelas imponentes dobras tectónicas e pelo profundo rasgão na paisagem que é o vale do Ocreza. A diversificada paisagem geológica suporta ecossistemas muito bem preservados, de que se salienta o facto de ser uma importante área de nidificação para aves de rapina.

 
 
 
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